Consolidado sobre caso Marielle Franco
Vereadora do PSOL é assassinada no Rio
Na noite desta quarta-feira (14), a vereadora Marielle Franco, 38, foi assassinada a tiros no bairro do Estácio, centro do Rio. Ela voltava do evento "Jovens Negras Movendo as Estruturas" que ocorreu na Lapa, região central, quando um carro emparelhou com seu veículo e efetuou nove disparos. O motorista e a assessora que estavam no carro também foram atingidos.
O motorista Anderson Pedro M. Gomes, 39, morreu no local. A assessora teve ferimentos leves e foi levada imediatamente para o Hospital Souza Aguiar, também no centro. Ela foi liberada, depôs à Polícia por volta das 4h e não falou com a imprensa. O delegado não divulgou detalhes de seu depoimento.
A Divisão de Homicídios disse que os responsáveis pelo crime sabiam a posição exata que Marielle ocupava no veículo, pois todos os disparos efetuados foram em sua direção. Segundo a perícia, ela foi atingida por ao menos quatro tiros e morreu na hora.
Presidente Michel Temer se posiciona sobre o caso
Na manhã desta quinta-fera, 15, o Presidente Temer disse em nota lamentar o assassinato de Marielle Franco e que vai acompanhar de perto a apuração do crime. Ele também comentou sobre familiares e amigos de Marielle, "Solidarizo-me com familiares e amigos".
Temer conversou com o ministro Raul Jungmann para colocar a Polícia Federal junto do interventor do Rio de Janeiro, general Walter Braga Nunes, na investigação, "Esse crime não ficará impune".
Ele terminou dizendo ter decretado a intervenção militar "para acabar com o banditismo desenfreado e as forças das organizações criminosas".
Nota do PSOL sobre o ocorrido
Nesta quinta-feira (15), o Partido Socialismo e Liberdade deu uma nota sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e de Anderson Pedro Gomes, motorista que a acompanhava. Na nota, o PSOL manifesta seu pesar e diz estar ao lado dos familiares, amigos, assessores e dirigentes: "Nesse momento de dor e indignação".
Para o partido, "a atuação de Marielle como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta."
Para o partido, "a atuação de Marielle como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta."
Em nota, o PSOL também não descarta a hipótese de crime político devido a uma denúncia da vereadora: "Marielle tinha acabado de denunciar a ação brutal e truculenta da PM na região do Irajá, na comunidade de Acari". Finalizou o partido, exigindo a apuração imediata e rigorosa do crime hediondo.
Na manhã desta sexta-feira, o delegado Fábio Cardoso, titular da Delegacia de Homicídios, afirmou que deve fazer uma reconstituição do crime.
A Policia Civil investiga a probabilidade de um segundo veículo ter participação no assassinato de Marielle Franco.
As câmeras de segurança próximas ao local em que ela e o motorista Anderson Pedro Gomes foram assassinados mostram que um segundo veículo deu cobertura para os criminosos que estavam no veículo de onde vieram os disparos.
Comentários
Postar um comentário